Eletrônicos

Truques e dicas para a instalação de eletrônicos

por Ken Englert
Postado em 15 de Setembro de 2015

Alguns conselhos vindos de instaladores profissionais de equipamentos eletrônicos navais que podem simplificar seu próximo projeto

A instalação de eletrônicos está se tornando, cada vez mais, um desafio. Especialmente quando chega a hora de decidir onde serão montados os displays, por onde passarão os cabos e fios elétricos e como proteger as conexões. Vão aqui algumas recomendações vindas de instaladores profissionais de equipamentos eletrônicos navais, que podem ajudar e simplificar o seu próximo projeto.

Passando os cabos
Passar um cabo com o conector montado, através de uma antepara, pode significar um problema sério, especialmente se expostos aos elementos. Para superar esse problema, foram desenvolvidos passa-cabos vedados a posteriori, que permitem a passagem de tomadas com até 38 mm de diâmetro. São os modelos Cable Clams da Blue Sea Systems (bluesea.com), CCXX e RA da Newmar (newmarpower.com) e as series Deck Seals da ScanStrut (scanstrut.com). Uma vez instalados, eles proporcionam uma selagem hermética e à prova de água ao redor da parte exposta do cabo.

A Digital Antenna (digitalantenna.com) utiliza para suas antenas de rádio um conector pré-montado com carcaça removível. O miolo do conector tem dimensões relativamente discretas e, removendo-se a carcaça, é mais fácil passar o cabo através de furos menores. Depois de instalado o cabo, é só remontar o conector dentro de sua carcaça; não há a necessidade de solda. Investir num passa-cabo de aço de boa qualidade também é uma boa ideia. Assim fica mais fácil puxar os cabos elétricos pelos conduítes existentes. Quando tiver que fazer isso, introduza o passa-cabos na extremidade de saída prevista e empurre até que se alcance a extremidade dele, e puxe com cuidado. Se acrescentar um cabo ele pode servir de guia em futuros upgrades.

Devido à sua flexibilidade, cabos de acelerador ou de transmissão usados, bem como cabos de tacômetro, são excelentes ferramentas para guiar um cabo mais resiliente através de uma tubulação fina ou angulada. Tenha sempre em mente que, se estiver substituindo equipamentos mais antigos por novos, a fiação existente serve de passa-cabos para o novo cabeamento.

Prenda com uma fita adesiva de qualidade (a última coisa que desejamos é que essa ligação se desfaça no meio do caminho!) o cabo novo a um fio ou cabo antigo; puxe o cabo antigo com cuidado e assim o novo estará tomando o seu lugar. Quando os conduítes forem finos, congestionados ou estrangulados, como guarda-mancebos e/ou targas, experimente polvilhar os cabos e fios elétricos com talco, antes de começar a tarefa. Isto lubrifica e auxilia no deslizamento através dessas passagens estreitas. Além disso, o excesso de talco é fácil de limpar (além de ter um cheirinho bom!). Quando tiver que passar os fios e cabos através de hastes ou tubos, sempre que possível inicie a inserção pelo ponto mais alto, de modo que a alimentação seja feita de cima para baixo. Assim a gravidade funciona a seu favor, em vez de estar contra você.

Conectando cabos e fios elétricos
O tamanho e a bitola do fio importam muito quando se está instalando cabos de força. O programa Circuit Wizard da Blue Sea Systems determina a bitola adequada do fio em função da corrente necessitada pelo equipamento, e do comprimento para a sua instalação).

Evite conectores múltiplos tipo “benjamim” e nunca conecte mais do que quatro fios elétricos a um mesmo ponto (veja a norma técnica ABYC Standard E-11). Alguns instaladores preferem estabelecer como máximo apenas três fios elétricos em um mesmo ponto, o que torna a instalação ainda mais segura. Terminais tipo bloco podem ser acrescentados para estender as conexões elétricas. Pequenos painéis secundários podem ser instalados quando algum painel principal de disjuntores estiver sobrecarregado de conexões.

Mantenha as conexões sempre em bom estado de conservação usando caixas de passagem e de distribuição à prova d’água, de empresas como a Newmar ou a ScanStrut. Você pode ajudar a proteger conexões expostas em áreas úmidas aplicando a elas um repelente químico de água em forma de spray, tal como o Heavy Duty Corrosion Inhibitor n° 06026 da CRC Industries, que deposita um filme protetivo sobre a área onde é aplicado. Também é possível proteger conexões expostas aplicando a elas um protetor líquido do tipo do Liquid Electric Tape 740 da MDR.

Use as ferramentas apropriadas e especializadas para “crimpar” terminais de compressão, quando estiver instalando este tipo de conector. Alicates comuns não são bons substitutos para estas ferramentas. O seu uso frequentemente resulta em indesejáveis conexões com alta resistência elétrica. E nunca use terminais de compressão tubulares para conectar cabos de força. Terminais tipo bloco são os mais indicados neste caso. E, finalmente, nunca, mas nunca mesmo, use conectores plásticos de torção (do tipo que se usa em casa) para conectar pontas de fios desencapados. As conexões deste tipo devem ser soldadas e protegidas com tubos termorretráteis.

 

 

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