Lanchas

Sonho digital

por Administrador
Postado em 10 de Outubro de 2017

Os prós e os contras de instalar instrumentos eletrônicos

Substituir o velhor motor de popa por um mais moderno, com manetes e instrumentos digitais, pode ajudar a revitalizar o seu barco. No entanto, o processo de conversão pode sair mais caro e, às vezes, mais complicado do que o planejado.

Desmontar os instrumentos analógicos e retirar o comando mecânico normalmente são os primeiros passos para esse tipo de conversão, seguidos do corte e da extração dos chicotes. Uma vez alcançado esse estágio, quando a sua estação de comando definitivamente deixou de funcionar, começa a fase de maior ansiedade.

A maioria dos fabricantes de motores para embarcações de lazer modernos, incluindo Evinrude, Honda, Mercury/ Mercuiser, Suzuki, Volvo Penta e Yamaha, oferece a possibilidade de controlar os seus equipamentos por meio de manetes eletrônicos.

Não importa a marca de motores escolhida, nem a forma como se dará a montagem (se pelo proprietário, representante ou uma mistura de ambos). Aqui vão alguns aspectos a serem considerados antes de você decidir por uma troca.

Passagem dos cabos
Há muito mais a ser considerado do que a simples troca do motor. Começando pelo fato de que será necessário passar novos chicotes através dos conduítes ou canaletas que saem da popa para a estação de comando, o que nem sempre é muito fácil. Geralmente os conectores são maiores do que os originais, dificultando ainda mais a operação. E nem pense em cortar os conectores elétricos para emendá-los mais à frente. “Controles digitais são instrumentos muito sensíveis à resistência elétrica, e uma emenda nos fios pode ter consequências imprevisíveis”, afirma Dean Corbusier, gerente de relações públicas e propaganda da Suzuki Marine, que oferece os seus motores de popa da linha AP, de 150 hp a 300 hp, com controles e instrumentos eletrônicos.

Muitas vezes é possível utilizar os chicotes e cabos originais para passar o novo chicote elétrico através da tubulação. Se isso não for possível, utilize um passa-cabos de eletricista comum para essa tarefa. Se mesmo assim você estiver tendo dificuldade, elimine antes o máximo possível de cabos da velha instalação para dar espaço para a nova. Lubrificar o chicote novo com silicone antes da operação tambem dá bons resultados. Também obtivemos bons resultados utilizando talco industrial.

Controles e instrumentos
Também será necessário instalar novo(s) manete(s). Normalmente, esses são mais fáceis de instalar do que os mecânicos — com seus cabos rígidos —, exigindo furações menores e permitindo maior flexibilidade na escolha de seu posicionamento.

Por exemplo: os manetes do sistema Precision Control, da Suzuki, requerem só um furo de 38 mm para a passagem do chicote, além de quatro furos-guia para a fixação através de parafusos.

Os instrumentos analógicos do seu barco geralmente são incompatíveis com os novos motores eletrônicos (no entanto, alguns podem ser ligados por meio de interfaces digitalanalógicas). Novos displays multifuncionais, tais como o Icon, da Evinrude, o VesselView, da Mercury, ou o CommandLink, da Yamaha, combinam uma série de informações em um único instrumento, permitindo também a consulta de outras, tais como consumo instantâneo e totalizado, horas do motor e temperatura (do motor e da água), além de RPM, trim, alarmes e lembretes.

A maioria dos novos instrumentos eletrônicos é compatível com o padrão NMEA2000, o que permite compartilhar todas as informações em uma série de telas multifuncionais.

“A tela multifuncional C-10 da Suzuki pode ser conectada a uma rede NMEA 2000 através de um simples conector”, informa Dean. Assim, é possível, por exemplo, visualizar a temperatura da água e sua velocidade no seu chartplotter, tela de radar ou na sua sonda tipo fishfinder.

Muitos dos novos motores eletrônicos utilizam um botão único para desligar e/ou dar a partida. Não obstante, ainda é necessário energizar o sistema através de uma chave, o que autorizado. Normalmente, é necessário instalar um painel separado para essa função, que inclui também a parada de emergência.

Os elementos de controle eletrônicos são ainda mais caros do que seus similares mecânicos. Por exemplo: os manetes duplos mecânicos da Suzuki custam cerca US$ 462, contra US$ 1.070 dos Precision Control.

Soluções customizadas
Em alguns casos, será necessário executar serviços adicionais no painel para fechar furos e/ou rasgos. E, eventualmente, até criar novos painéis e superfícies para adequar a estação para os novos equipamentos. Se for esse o caso, faça modelos em papelão para estudar a melhor configuração. Uma vez satisfeito com o novo painel, execute a modificação, se tiver experiência com fibra de vidro. Ou então contrate um profissional para que o painel fique à altura dos novos instrumentos/equipamentos.

*Texto: Jim Hendricks

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