Lanchas

Testamos a linha G2 de motores de popa da Evinrude; confira o resultado

por Jim Hendricks
Postado em 18 de Janeiro de 2018

Equipamentos analisados foram os modelos 150, 150HO, 175 e 200 hp

(Foto: cortesia/Evinrude)Testamos a linha G2 de motores de popa Evinrude:150, 150HO, 175 e 200 hp. Essas unidades estão equipadas com motor V6 de 2,7 l e incorporam grande número de características dos motores de popa dos primeiros G2 lançados (que vão até 300 hp), incluindo o estilo ousado.

Como toda a linha da Evinrude, essa também possui motores com ciclo de 2 tempos e injeção direta de combustível. “Apesar da maré atualmente estar a favor dos motores de ciclo de 4 tempos, a tecnologia aplicada nessa linha tem algumas vantagens significativas na performance”, conta Jason Eckman, gerente de marketing da Evinrude.

“A G2 é o aperfeiçoamento da tecnologia E-Tec”, afirma. De acordo com os testes comparativos realizados pela empresa, quando colocados frente a frente com motores equivalentes de 4 tempos, os G2 tem torque 20% maior, gastam 15% menos combustível e têm emissões de poluentes 75% menores. Jason reconhece que um dos maiores desafios da empresa é convencer o mercado, altamente favorável ao 4 tempos, dessa superioridade. Ao mesmo tempo sente que, por oferecer um produto diferente e, em sua visão, melhor, a empresa está diante de uma grande oportunidade de mercado. “Não é possível oferecer ao cliente produtos parecidos com os do concorrente e gerar entusiasmo”, afirma.

(Foto: cortesia/Evinrude)Muitos proprietários de barcos abandonaram os motores de dois tempos, pois eram gastões e fedorentos, admite Jason. Mas esta geração de motores Evinrude não é nem uma coisa nem outra, eliminando as desvantagens e mantendo ou até aumentando as vantagens em relação aos 4T, incluídos nessa categoria a melhor relação peso/ potência e o maior torque em todas as rotações.

A linha G2 incorpora uma série de conveniências, tais como a direção servo-assistida, desenvolvida exclusivamente pela Evinrude. O sistema da empresa é totalmente integrado ao motor, com impulsos eletrônicos gerados no volante dizendo para onde e com que intensidade virar — e complementado pelo manete eletrônico, com todas as suas comodidades. Isso se  traduz numa instalação mais simples, com um único condutor levando todas as informações para dentro do motor. Outra vantagem que passa frequentemente despercebida é que, com a simplificação da instalação e redução de componentes à sua frente, o motor pode pivotar muito mais, ficando completamente fora d’água quando não estiver em uso, minimizando os efeitos da corrosão. Para quem quer apenas repotenciar um barco equipado com motores Evinrude de gerações anteriores e quiser manter seus comandos, há um kit adaptador que transforma os comandos mecânicos em eletrônicos.

Um magneto ligado diretamente ao virabrequim fornece uma corrente de 70A para as baterias, 40% a mais que nos motores E-Tec, conta Jason. Um tanque de 3 l de óleo dois tempos está integrado ao motor de popa, embaixo do capô, mas existe a possibilidade de instalar um tanque remoto.

(Foto: cortesia/Evinrude)Esta geração de motores de popa Evinrude oferece também o i-Trim, que otimiza o ângulo do motor de acordo com a fase em que o barco se encontra, otimizando a arrancada, economia de combustível e velocidade final. Se o comando de trim no manete for acionado, o sistema automático é desabilitado, permitindo ao comandante trimar de acordo com sua vontade.

Nos nossos testes, o i-Trim teve boa performance na maioria das situações, mas em um dos testes tivemos que retomar o controle da Alumacraft Edge 185 equipada com um 150HO, pois a lancha estava caturrando demais em águas agitadas. Para sermos completamente justos, é preciso informar que esse motor que testamos era de uma pré-série, pois o teste ocorreu antes do lançamento oficial.

Nem mesmo a rabeta escapou ilesa. A placa anti-cavitação foi estendida mais para trás para assim aumentar o empuxo do hélice, enquanto as “asas” na região da placa de popa ajudam a defletir a água levantada pelo casco. Uma leve cambagem na aleta inferior auxilia na redução da tendência de puxar para um dos lados, devido à rotação do hélice.

Assim como nos motores G2 maiores, de 3,4 l, o visual cibernético do motor pode ser combinado com o esquema de cores do barco por meio de painéis coloridos e faixas decorativas diversas. Com esse sistema, é possível fazer centenas de variações visuais.

Contando com vantagens em performance e eficiência, inovações tecnológicas, funções exclusivas e visual ultramoderno, esses motores dificilmente passarão despercebidos. Mesmo para quem embarcou na onda dos 4 tempos.


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