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Bavaria Cruiser 41

por Administrador
Postado em 09 de Janeiro de 2015

O Bavaria Cruiser 41 é um veleiro de linha racional e eficiente que dá conta do recado

A cooperação entre a Farr Yacht Design, baseada em Annapolis, Maryland e a Bavaria Yachts, o estaleiro alemão que vem expandindo a sua presença global é pródiga no desenvolvimento de veleiros de cruzeiro elaborados e de grande solidez. E o Cruiser 41, lançado no final do ano passado no mercado norte-americano, não é exceção.

A Bavaria oferece duas linhas distintas de veleiros. A Série Vision, com design mais arrojado tem como foco casais e tem como característica principal seu interior amplo e luxuoso, destinado a substituir a casa da praia.

Enquanto a Série Cruiser, mais tradicional, é composta por veleiros com lay-out convencional, voltados aos cruzeiros em família. O novo veleiro de 41 pés, como não poderia deixar de ser, incorpora integralmente o espírito da linha.

Comecemos pelo largo o cockpit do Cruiser 41. Assim como a maioria dos veleiros de série contemporâneos, ele também possui o espelho de popa basculante com plataforma de popa integrada e dupla roda de leme. Ou seja, tudo conforme o padrão até então. O estai de popa bi-partido especificado pela Farr amplifica a sensação de espaço e uma mesa no centro do cockpit com abas basculantes acomoda em sua extremidade um bom  chartplotter da Garmin, permitindo boa visibilidade de qualquer uma das duas rodas de leme. Em baixo de cada banco do cockpit há paióis de bom tamanho.

As escotas são dirigidas para catracas  sel-tailing Lewmar localizadas nas laterais elevadas do cockpit e as escotas duplas da vela mestra para catracas no topo da cabine (que opcionalmente podem ser instaladas na parte posterior das laterais do cockpit, onde são mais facilmente acionadas pelo timoneiro). Todos os demais cabos, como as adriças e os de rizo, são concentradas através de stoppers em duas catracas no topo da cabine. Tudo muito limpo e bem organizado.

Toda a mastreação é de excelente qualidade e o mastro da Seldén, com enrolador de mestra integrado é apoiado sobre a cabine (uma mestra full batten pode ser encomendada como opção) e conta com burro telescópico. O tensionador dos estais de popa são acionados com a manicaca das catracas e também é fabricado pela Seldén.

A buja 106% armazenada em um enrolador Furlex 300S pode trabalhar bem caçada graças aos trilhos da Buja, localizados no topo da cabine e às duas cruzetas anguladas para trás. Outra vantagem dessa configuração é a de desimpedir os passadiços laterais. O barco de testes estava equipado com púlpito único e uma âncora tipo Delta.

Para separar o cockpit da cabine principal a Bavaria uma porta de duas folhas envidraçadas e uma grande e classuda gaiúta de acrílico de correr e uma escada de 5 degraus dá acesso ao salão principal.

Ao pé da escada ficam o banheiro a bombordo e uma estação de navegação de bom tamanho a boreste.

Na versão de três cabines testada, a generosa boca do veleiro se traduz em duas cabines de popa de bom tamanho.

A cozinha linear, com fogão de três bocas, geladeira e duas pias com convenientes coberturas fica a bombordo.

Do outro lado, um banco em “U” abraça uma grande mesa basculante e um banco no centro da cabine completa a configuração da área de convívio.

A confortável Suite Master, que segundo o pessoal da Bavaria “é a maior de sua categoria”, fica na proa e contem uma cama de casal, um banco que facilita muito a troca de roupas, um guarda roupas e muito espaço aproveitado para a guarda de objetos.

Tanto o casco como o convés do Cruiser 41 são laminados manualmente com tecidos bi- e tri-axiais e resina poliéster, incluindo uma camada de resina éster-vinílica para  proteção contra a degradação osmótica.

As áreas sujeitas a grandes esforços são especialmente reforçadas e o abundante uso de Coremat e espumas de PVC garante a rigidez do conjunto sem comprometer o peso do barco.

Para garantir a rigidez estrutural do conjunto, em baixo da linha d’água um chassis laminado em poliéster e fibras de vidro (grelha) é colado ao casco e em seguida submetido a um processo de pós-cura.

Acima da linha d’água, as cavernas e parte dos gabinetes contribuem para a sua rigidez estrutural.

A quilha e aço é fixada diretamente na grelha para uma melhor distribuição da carga pelo conjunto.

A motor, o Cruiser 41 manobra com precisão, tanto em marcha à frente, quanto à ré. Infelizmente as condições meteorológicas não nos permitiram explorar todo o potencial das velas. Não obstante, conseguimos chegar a 3 nós com ventos de mesma intensidade. Como o escritório Farr é notório por desenhar veleiros que velejam bem, não vemos razão nenhuma para duvidar que o 41 não seja também um barco de bom e consistente desempenho.

Texto por Herb McCormick




5bavaria




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