Vela

Testamos: Fountaine Pajot Hélia 44

por Redação Mariner Brasi/Fotos (externas): Pepe Mélega/Fotos (internas): cortesia/Fountaine Pajot
Postado em 31 de Maio de 2016

Modelo esbanja modernidade e conforto, e mostra por que os catamarãs estão se tornando cada vez mais populares

(Foto: Pepe Mélega)Há uma crença generalizada de que, se há dois veleiros velejando perto um do outro, já temos uma regata. Tanto isso é verdade que, quando estava velejando o novo Hélia 44 com Jean François Fountaine na primavera passada e ele viu um outro catamarã, pouca coisa maior que o nosso e a poucos metros de distância, ele imediatamente iniciou uma pequena batalha pela supremacia dos oceanos.

A nossa velejada, até então tranquila, imediatamente tomou ares de competição, com o dono do estaleiro trabalhando como um profissional as catracas à sua frente, separadas da posição de comando apenas por uma pequena passagem. Uma caçada na buja aqui, outra regulagem no traveler ali e conseguimos emparelhar com nosso  oponente. E depois, lentamente, começamos a nos distanciar. Com 12 nós de vento, estávamos orçando entre 6 a 7 nós, com picos próximos de 8 nós. Confortavelmente instalado na estação de comando, pude apreciar a vista, inclusive a ponta do casco de bombordo, muitas vezes um ponto cego em barcos desse tipo. Rapidamente cheguei à conclusão de que o Hélia 44 é um legítimo Fountaine Pajot e um excelente complemento à sua linha de multicascos de cruzeiro.

O Hélia 44 foi desenhado pelo arquiteto naval Berret Racoupeau, em conjunto com o departamento de novos projetos da FP, para substituir o Orana 44. Além de ser um veleiro rápido, ele foi projetado para oferecer muito conforto aos tripulantes.O cockpit, por exemplo, que é a área de socialização por excelência em qualquer catamarã, possui uma mesa em que 6 a 8 pessoas sentam confortavelmente. A boreste é possível descansar em uma chaise longue, à sombra de sua grande capota rígida.

Uma das coisas de que mais gostei no layout do barco é que se tem acesso à estação de comando, tanto do cockpit quanto do passadiço de boreste. Além disso, ao seu lado, em cima do teto do cockpit, foi criado um solário que certamente será muito apreciado pelos adeptos do bronzeamento a bordo.

Há duas versões para o layout da cabine: uma versão de três suítes com ampla master ocupando integralmente o casco de boreste e a versão charter, que possui quatro suítes. As vigias ovais em formato de olho-de-gato nos cascos proporcionam boa iluminação e ventilação nas cabines, enquanto uma grande área envidraçada inunda de claridade o salão, ao mesmo tempo em que permite excelente visibilidade em todas as direções.

O acabamento do interior é fabricado com chapas multilamindas padrão cerejeira da empresa italiana Alpi e pisos padrão nogueira. O estilo contemporâneo e luxuoso dos gabinetes, com seus cantos bem definidos, agrada, mas, pessoalmente, teria preocupação em relação à segurança em condições de mar desfavoráveis.

Os cascos são produzidos com técnica de infusão a vácuo, em fibra de vidro sólida abaixo da linha d’água e com núcleo de espuma acima dela. O convés também é produzido por infusão com núcleo em espuma, o que contribui para a grande rigidez com baixo peso da embarcação.

Com um par de motores auxiliares Volvo Penta de 55 hp e “Saildrive”, o Hélia 44 alcançou uma velocidade de cruzeiro de 8,5 nós. Os quatro painéis solares montados sobre a capota do cockpit e o uso consequente de iluminação por LED proporcionam um bom balanceamento energético.

Em resumo, um catamarã sólido, confortável, bem acabado e muito ágil. E que na nossa pequena regata estampou um sorriso no rosto de seu criador. E no meu também!

tabelafountaine

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